O céu é belo.
O céu azul com sol quente
Concede as forças e a coragem
Para se enfrentar um novo dia.
O céu nublado
[para mim mais belo]
É poesia,
Alento,
Lagrimas e melancolia.
O céu escuro da noite
Traz uma paz sem igual,
Uma estranha felicidade
Oriunda do brilho das estrelas.
Será que há algo
Por trás da cortina de nuvens e estrelas?
Será que há algum velho barbudo
Sentado em um trono de ouro?
Será que o Heaven se esconde por trás de um Sky?
As luzes da noite confundem,
Seu brilho dá medo
[aos que temem extraterrestres];
Mas também reconforta
Aqueles que choram
Pela perda de um amor.
Mais uma fez a fantasia,
A ilusão do impossível.
É claro que os que partem
Não ascendem ao céu de Sky,
Neste céu só ocorrem fenômenos físicos,
Nuvens, tempestades, supernovas.
Mortos não se transformam em estrelas,
Seu céu nada tem de material,
É alguma dimensão paralela,
Que nunca ninguém
Voltou para retratar.
-Seria então, burrice olhar para o céu de Sky,
Buscar uma estrela,
Conversar com esta,
Crendo que estou falando com meu amor
Que para tão longe viajou?
Por Clarice Lispector
Gosto dos venenos mais lentos!
Das bebidas mais fortes!
Das drogas mais poderosas!
Das idéias mais insanas
Dos pensamentos mais complexos
Dos sentimentos mais fortes.
Dos cafés mais amargos!
Tenho um apetite voraz.
E os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar
de um penhasco que eu vou dizer:
E daí?
Eu adoro voar!"
Das bebidas mais fortes!
Das drogas mais poderosas!
Das idéias mais insanas
Dos pensamentos mais complexos
Dos sentimentos mais fortes.
Dos cafés mais amargos!
Tenho um apetite voraz.
E os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar
de um penhasco que eu vou dizer:
E daí?
Eu adoro voar!"
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
sábado, 19 de dezembro de 2009
A MINHA SOLIDÃO
A minha solidão
Veio com o anoitecer;
Com o acender das luzes dos edifícios,
Com o ligar dos televisores.
Os chefes de família
Chegavam de mais um dia de trabalho.
Chegavam a suas casas,
Beijavam suas mulheres,
Faziam cafuné nas cabeças de seus filhos.
Em minha casa ninguém chegou.
A mulher e o homem trabalhavam...
Ela a sete palmos,
Jamais chegaria com o crepúsculo.
Começa, então, minha solidão.
Ele, cotidianamente,
Rumava a outro destino
Após o batente.
Rumava a outros braços,
A outras mesas e outros pratos.
Deveria me contentar com telefonemas.
A minha solidão
Veio com a companhia.
Uma em um milhão,
Tantos ao redor,
Ninguém que me ouvisse.
Ele já voltava para casa,
Controlava com grilhões,
Palavrões e insultos;
Relatórios de onde estar,
O que fazer.
Carinhos vazios,
Rudes para alguém tão sensível,
Tão delicada e emocional
Como um vazo de porcelana
Prestes a se espatifar.
A minha solidão
Veio com a presença ausente,
Com a vida comum,
Com as brigas corriqueiras e as lagrimas.
Tão só na volta para casa,
Tão só em casa,
Já não tinha os amigos que alegravam,
Restava, portanto,
Entregar-me ao calor dos versos.
Veio com o anoitecer;
Com o acender das luzes dos edifícios,
Com o ligar dos televisores.
Os chefes de família
Chegavam de mais um dia de trabalho.
Chegavam a suas casas,
Beijavam suas mulheres,
Faziam cafuné nas cabeças de seus filhos.
Em minha casa ninguém chegou.
A mulher e o homem trabalhavam...
Ela a sete palmos,
Jamais chegaria com o crepúsculo.
Começa, então, minha solidão.
Ele, cotidianamente,
Rumava a outro destino
Após o batente.
Rumava a outros braços,
A outras mesas e outros pratos.
Deveria me contentar com telefonemas.
A minha solidão
Veio com a companhia.
Uma em um milhão,
Tantos ao redor,
Ninguém que me ouvisse.
Ele já voltava para casa,
Controlava com grilhões,
Palavrões e insultos;
Relatórios de onde estar,
O que fazer.
Carinhos vazios,
Rudes para alguém tão sensível,
Tão delicada e emocional
Como um vazo de porcelana
Prestes a se espatifar.
A minha solidão
Veio com a presença ausente,
Com a vida comum,
Com as brigas corriqueiras e as lagrimas.
Tão só na volta para casa,
Tão só em casa,
Já não tinha os amigos que alegravam,
Restava, portanto,
Entregar-me ao calor dos versos.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
PIZZA?NÃO!TATU
O mundo está pelo avesso?
Estarei eu pelo avesso,
Ou apenas caindo pelas tabelas?
Tudo foi sempre assim,
Mentiras,
Falsários nos altos postos de poder,
Roubos e mais mentiras?
Ninguém move uma palha,
Ou é impressão minha?
Porque eu não movo
A tal palha?
É conveniente a alienação,
A apatia,
O desinteresse pelos bolsos,
Malas e cuecas que circulam
Cheios do dinheiro,
Do meu dinheiro,
Do seu dinheiro?
Incrustam nos jovens
O crer na própria alienação.
Incrustam também
A indiferença.
-A corrupção existe desde que o mundo é mundo!
Chegou aqui com Cabral e,
Eu não posso fazer nada!
Então para tudo!
Isso aqui está girando depressa demais
E eu quero descer!
Não posso admitir!
Não posso ser enganado tão esdruxulamente,
Por tão péssimos atores!
Vamos!
Vamos todos reclamar nossos direitos!
Vamos executar as vozes,
Cujo silencio é conveniente!
Isso não é a revolução.
Não precisa ser.
Não sou louco,
Comunista ou anarquista.
Mas posso mover a mudança,
Sou livre para isso!
Todos calados?
Nenhuma reação,
Só os mesmos loucos de sempre?
-ovelhas de presépio!
Vou enfiar minha cara em um buraco
E dar uma de tatu.
Estarei eu pelo avesso,
Ou apenas caindo pelas tabelas?
Tudo foi sempre assim,
Mentiras,
Falsários nos altos postos de poder,
Roubos e mais mentiras?
Ninguém move uma palha,
Ou é impressão minha?
Porque eu não movo
A tal palha?
É conveniente a alienação,
A apatia,
O desinteresse pelos bolsos,
Malas e cuecas que circulam
Cheios do dinheiro,
Do meu dinheiro,
Do seu dinheiro?
Incrustam nos jovens
O crer na própria alienação.
Incrustam também
A indiferença.
-A corrupção existe desde que o mundo é mundo!
Chegou aqui com Cabral e,
Eu não posso fazer nada!
Então para tudo!
Isso aqui está girando depressa demais
E eu quero descer!
Não posso admitir!
Não posso ser enganado tão esdruxulamente,
Por tão péssimos atores!
Vamos!
Vamos todos reclamar nossos direitos!
Vamos executar as vozes,
Cujo silencio é conveniente!
Isso não é a revolução.
Não precisa ser.
Não sou louco,
Comunista ou anarquista.
Mas posso mover a mudança,
Sou livre para isso!
Todos calados?
Nenhuma reação,
Só os mesmos loucos de sempre?
-ovelhas de presépio!
Vou enfiar minha cara em um buraco
E dar uma de tatu.
DE ALGUM SONHO E MUITA VERDADE
Um dia eu encontrei um anjo.
Ele havia se perdido,
Havia perdido as asas e
Não sabia como voar.
O meu anjo
Havia deixado sua candura de lado.
Estava cansado da pureza
Do recanto celestial;
Queria ser homem
Como os homens do mundo,
Meio bruto, meio ogro.
Foi afastando-se
Do que julgava como bom em demasia.
Possuía um desejo de ser mal,
De tocar no mel(fel)da maldade.
E eu dizia:
-Você é essencialmente bom,não seja tolo!
E ele retrucava:
-Só você vê isso!
Seria eu cega,
Ou o mundo enxergava
O que meu anjo
Queria que vissem?
Muitos me julgaram
Como ingênua,
Insana,
Idiota por acreditar da beleza,
Na bondade de
Um anjo que julgavam néfilin.
Mas continuei a insistir,
A acreditar no meu anjo,
A ajudá-lo no que julgava ser importante.
Ele agora busca
Seu ponto atom.
Oxalá que o encontre,
E retome a plenitude do espírito
Que tantos buscam e
Apenas alcançam com a morte.
Ele havia se perdido,
Havia perdido as asas e
Não sabia como voar.
O meu anjo
Havia deixado sua candura de lado.
Estava cansado da pureza
Do recanto celestial;
Queria ser homem
Como os homens do mundo,
Meio bruto, meio ogro.
Foi afastando-se
Do que julgava como bom em demasia.
Possuía um desejo de ser mal,
De tocar no mel(fel)da maldade.
E eu dizia:
-Você é essencialmente bom,não seja tolo!
E ele retrucava:
-Só você vê isso!
Seria eu cega,
Ou o mundo enxergava
O que meu anjo
Queria que vissem?
Muitos me julgaram
Como ingênua,
Insana,
Idiota por acreditar da beleza,
Na bondade de
Um anjo que julgavam néfilin.
Mas continuei a insistir,
A acreditar no meu anjo,
A ajudá-lo no que julgava ser importante.
Ele agora busca
Seu ponto atom.
Oxalá que o encontre,
E retome a plenitude do espírito
Que tantos buscam e
Apenas alcançam com a morte.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
NEM SOMBRA,NEM SOL,NEM EU,NEM NADA
Não sei quem sou,
Nem ao menos de que sou feita.
Apenas sei que meu coração é mais um
A bater no mundo.
Posso falar que sou 100% emoção,
Mas como saber?
É estonteante alegria,
É voluptuosa paixão,
Lacrimosa tristeza.
Tenho mil e um sorrisos
Prontos a quem requisitar,
Ou simplesmente se aproximar.
Também tenho mil e uma lagrimas,
Derramadas no silencio,
Na mais profunda solidão.
Sinto o brilho,
As pessoas vêem esse brilho.
[Alguém pode me explicar sua origem?
Deve ser esse brilho que torna tudo diferente:
A visão de mundo,
O sentir,
O amar.
Vejo as metamorfoses,
As viradas do caleidoscópio,
Vejo-me numa dualidade sem fim.
Do gozo extremo de felicidade,
Ao mais fundo dos abismos da depressão;
Da manhã de sol tímido e nascente,
A tempestade de raios trucidantes;
Da ingênua brisa
Ao perverso furação.
São muitas as metades,
Subunidades distintas e divergentes
De um todo fragmentado.
Em uma metade há o silencio,
Na outra os gritos.
É então que eu grito...
Grito para mim mesma;
Grito sem ninguém ouvir,
Grito sem palavra alguma.
É então que me ponho a escrever,
São tantas as inquietações,
Tantos gritos não ouvidos,
Que a minha única esperança
É o consolo de versos em um papel.
Até que um anjo cabeludo,
Um duende narigudo,
Ou um ET cabeçudo
Apareça e me responda,
Continuarei sendo um mistério a mim mesma.
Nem ao menos de que sou feita.
Apenas sei que meu coração é mais um
A bater no mundo.
Posso falar que sou 100% emoção,
Mas como saber?
É estonteante alegria,
É voluptuosa paixão,
Lacrimosa tristeza.
Tenho mil e um sorrisos
Prontos a quem requisitar,
Ou simplesmente se aproximar.
Também tenho mil e uma lagrimas,
Derramadas no silencio,
Na mais profunda solidão.
Sinto o brilho,
As pessoas vêem esse brilho.
[Alguém pode me explicar sua origem?
Deve ser esse brilho que torna tudo diferente:
A visão de mundo,
O sentir,
O amar.
Vejo as metamorfoses,
As viradas do caleidoscópio,
Vejo-me numa dualidade sem fim.
Do gozo extremo de felicidade,
Ao mais fundo dos abismos da depressão;
Da manhã de sol tímido e nascente,
A tempestade de raios trucidantes;
Da ingênua brisa
Ao perverso furação.
São muitas as metades,
Subunidades distintas e divergentes
De um todo fragmentado.
Em uma metade há o silencio,
Na outra os gritos.
É então que eu grito...
Grito para mim mesma;
Grito sem ninguém ouvir,
Grito sem palavra alguma.
É então que me ponho a escrever,
São tantas as inquietações,
Tantos gritos não ouvidos,
Que a minha única esperança
É o consolo de versos em um papel.
Até que um anjo cabeludo,
Um duende narigudo,
Ou um ET cabeçudo
Apareça e me responda,
Continuarei sendo um mistério a mim mesma.
PERSONAGENS
Imaginemos a vida
Como um texto de continua escrita,
Em que diariamente anexamos
Um evento a mais.
Em determinado momento,
Paramos e lemos
O que foi escrito até então;
Revemos coesões e coerências
[inexistentes ou não;
Analisamos personagens.
Personagens...
São tantos, identificáveis ou não;
Meros figurantes ou indispensáveis;
Enxurrada de vilões para uma garoa de mocinhos.
Apesar de inumeráveis personagens,
Podemos distinguir nitidamente:
Os que fizeram parte do passado,
[E perpetuaram-se;
Os que desapareceram;
Os que atuam no presente;
Os mais improváveis atores do futuro.
O passado sempre nos remete a memórias,
Revestidas da glória da ternura e da saudade,
Ou do mais profundo dos pesares e ressentimentos.
Podemos cultivar a mais bela das amizades,
O mais intenso dos amores, e
Levá-los para a eternidade.
Estas serão as pessoas essenciais
Na trajetória de qualquer um.
Do passado,
Também podem emanar
As mais desagradáveis experiências;
As mais decepcionantes lembranças,
E consequentemente,
As pessoas mais desprezíveis,
[Que merecem desaparecer da historia.
O presente é mais bizarro...
Clama-se para não se findar,
Quando é a mais perfeita continuação
De vivencias gloriosas do passado,
Ou apenas momentos novos e incríveis.
Mas também se espera,
[com toda a esperança,
Que se acabe logo.
Mais uma vez os personagens
Serão de importância sem igual.
Atores do passado partem,
Ou apenas permanecem e mudam de papel,
Ou ainda continuam com sua atuação.
Emergem novos atores;
Novos amigos, amores e vilões.
Futuro?!
Ainda não vivemos
Para escrever suas paginas;
Decerto não devemos temer
A presença dos ascos do passado e do presente,
Já que o carrossel do destino
Gira rápido demais,
E nos guarda infinitas surpresas.
Como um texto de continua escrita,
Em que diariamente anexamos
Um evento a mais.
Em determinado momento,
Paramos e lemos
O que foi escrito até então;
Revemos coesões e coerências
[inexistentes ou não;
Analisamos personagens.
Personagens...
São tantos, identificáveis ou não;
Meros figurantes ou indispensáveis;
Enxurrada de vilões para uma garoa de mocinhos.
Apesar de inumeráveis personagens,
Podemos distinguir nitidamente:
Os que fizeram parte do passado,
[E perpetuaram-se;
Os que desapareceram;
Os que atuam no presente;
Os mais improváveis atores do futuro.
O passado sempre nos remete a memórias,
Revestidas da glória da ternura e da saudade,
Ou do mais profundo dos pesares e ressentimentos.
Podemos cultivar a mais bela das amizades,
O mais intenso dos amores, e
Levá-los para a eternidade.
Estas serão as pessoas essenciais
Na trajetória de qualquer um.
Do passado,
Também podem emanar
As mais desagradáveis experiências;
As mais decepcionantes lembranças,
E consequentemente,
As pessoas mais desprezíveis,
[Que merecem desaparecer da historia.
O presente é mais bizarro...
Clama-se para não se findar,
Quando é a mais perfeita continuação
De vivencias gloriosas do passado,
Ou apenas momentos novos e incríveis.
Mas também se espera,
[com toda a esperança,
Que se acabe logo.
Mais uma vez os personagens
Serão de importância sem igual.
Atores do passado partem,
Ou apenas permanecem e mudam de papel,
Ou ainda continuam com sua atuação.
Emergem novos atores;
Novos amigos, amores e vilões.
Futuro?!
Ainda não vivemos
Para escrever suas paginas;
Decerto não devemos temer
A presença dos ascos do passado e do presente,
Já que o carrossel do destino
Gira rápido demais,
E nos guarda infinitas surpresas.
domingo, 6 de dezembro de 2009
DESAPAIXONAR
Passada a euforia
Dos primeiros encontros;
O encantamento dos primeiros beijos;
O tesão das primeiras transas,
O que resta?
Era amor de fato,
Ou apenas uma paixão forte e funesta,
Que arrebatou dois corpos,
Sem entrelaçarem suas almas?
A paixão é dual,
Filha legitima do mestre Universo.
Atom do Romantismo,
Chama nas camas de motel.
É bela,leve e pura
Nos ingênuos romances juvenis,
Sem nunca deixar de ser pútrida,
Voluptuosa e maliciosa.
Sua poesia é existente apenas
Na própria poesia.
É humana e sensível em demasia
Para ser cantada como ideal.
A paixão arde,
Queima e dói;
Doem as entranhas e o coração.
É como o álcool na ferida,
Dolorosamente prazeroso.
É teleguiada por hormônios,
Impulsos nervosos;
É longa e rápida,
Para se transformar em angustia,
Em mais dor...
Desapaixonar é mais belo,
É de tal sossego e plenitude,
Que a felicidade de estar vazio
É a mais doce das bebidas.
Venerável é o desapaixonar,
Quando acompanhado da
Construção de um amor incondicional.
Dos primeiros encontros;
O encantamento dos primeiros beijos;
O tesão das primeiras transas,
O que resta?
Era amor de fato,
Ou apenas uma paixão forte e funesta,
Que arrebatou dois corpos,
Sem entrelaçarem suas almas?
A paixão é dual,
Filha legitima do mestre Universo.
Atom do Romantismo,
Chama nas camas de motel.
É bela,leve e pura
Nos ingênuos romances juvenis,
Sem nunca deixar de ser pútrida,
Voluptuosa e maliciosa.
Sua poesia é existente apenas
Na própria poesia.
É humana e sensível em demasia
Para ser cantada como ideal.
A paixão arde,
Queima e dói;
Doem as entranhas e o coração.
É como o álcool na ferida,
Dolorosamente prazeroso.
É teleguiada por hormônios,
Impulsos nervosos;
É longa e rápida,
Para se transformar em angustia,
Em mais dor...
Desapaixonar é mais belo,
É de tal sossego e plenitude,
Que a felicidade de estar vazio
É a mais doce das bebidas.
Venerável é o desapaixonar,
Quando acompanhado da
Construção de um amor incondicional.
sábado, 5 de dezembro de 2009
REFLEXÕES SOBRE ELE-PARTE 3
Ele parece temer,
Que meus olhos
Procurem uma direção
Em que possa não estar.
Ele parece temer,
Que minhas mãos
Busquem outros corpos
Diferentes do seu.
Ele parece temer,
Que em meus pensamentos
Sejam outros os sujeitos
Dos devaneios e suspiros.
Ele parece temer,
Que de meus olhos
Vertam as mais salgadas lagrimas
De ressentimento e rejeição.
Ele parece temer,
Que meu corpo seja violado
Por mãos algozes,
Por membros viris.
Ele deseja me guardar.
Ele parece temer,
Que meu caminhar
Seja inviabilizado pelas quedas.
Ele não deseja que me machuque.
Ele parece temer,
Que meu coração
Seja refém de algum cabeludo,
Metaleiro ou afins.
Ele deseja ser majestade em meu coração.
Ele parece temer
Que o pleno exercício do viver
Afaste-me de seu lado.
Ele quer ser senhor da minha vida.
Que meus olhos
Procurem uma direção
Em que possa não estar.
Ele parece temer,
Que minhas mãos
Busquem outros corpos
Diferentes do seu.
Ele parece temer,
Que em meus pensamentos
Sejam outros os sujeitos
Dos devaneios e suspiros.
Ele parece temer,
Que de meus olhos
Vertam as mais salgadas lagrimas
De ressentimento e rejeição.
Ele parece temer,
Que meu corpo seja violado
Por mãos algozes,
Por membros viris.
Ele deseja me guardar.
Ele parece temer,
Que meu caminhar
Seja inviabilizado pelas quedas.
Ele não deseja que me machuque.
Ele parece temer,
Que meu coração
Seja refém de algum cabeludo,
Metaleiro ou afins.
Ele deseja ser majestade em meu coração.
Ele parece temer
Que o pleno exercício do viver
Afaste-me de seu lado.
Ele quer ser senhor da minha vida.
CANÇÃO AOS LOUCOS MAROLEIROS
Primavera dos sonhos;
Florescer da juventude;
Levanta-te da ilusão e
Contemple a paz.
Brisas frias do Oriente
Trazem o equilíbrio
Que constitui a tênue linha
Entre a harmonia e o caos.
Os quatro elementos,
Em perfeita sintonia,
Musicam toda a sinfonia
De regozijo a existência.
A força elementar,
Que habita cada coração
É o motor de toda a perfeição.
As trevas se dissipam
Diante a emersão de um sorriso.
A luz criada pela movimentação
De músculos e arcadas é
A mais feroz arma contra a tristeza.
A magia do viver
Transcende as intempéries
Das emoções humanas;
Sendo divina
Sob tarde ensolarada,ou
Noite tempestuosa.
Florescer da juventude;
Levanta-te da ilusão e
Contemple a paz.
Brisas frias do Oriente
Trazem o equilíbrio
Que constitui a tênue linha
Entre a harmonia e o caos.
Os quatro elementos,
Em perfeita sintonia,
Musicam toda a sinfonia
De regozijo a existência.
A força elementar,
Que habita cada coração
É o motor de toda a perfeição.
As trevas se dissipam
Diante a emersão de um sorriso.
A luz criada pela movimentação
De músculos e arcadas é
A mais feroz arma contra a tristeza.
A magia do viver
Transcende as intempéries
Das emoções humanas;
Sendo divina
Sob tarde ensolarada,ou
Noite tempestuosa.
MITOMANIA?
A fantasia se torna estilo de vida.
As estórias são a vida.
As palavras se lançam
Aos quatro ventos,
Todas vazias do menor sentido.
A ilusão deixa o plano das idéias,
Deixa de ser apenas um sonho,
Para ser o real,
A vida,
O cotidiano.
Manipulação?
Astúcia?
Fragilidade?
Certamente doença.
Os objetivos podem até ser alcançados,
Mas qual será o preço disso?
A vida alheia?
A sua vida?
Os escrúpulos,
[que já são escassos nessa sociedade,
Tornam-se inexistentes para esses doentes,
Que negam até o fim a doença.
Alegam ser mais espertos
Por estarem enganando a todos.
Mentir é do ser humano,
Mentir para ‘Deus e o mundo’,
De forma a acreditar em sua mentira
É a mitomania.
-Pinóquios da vida vão se tratar!
As estórias são a vida.
As palavras se lançam
Aos quatro ventos,
Todas vazias do menor sentido.
A ilusão deixa o plano das idéias,
Deixa de ser apenas um sonho,
Para ser o real,
A vida,
O cotidiano.
Manipulação?
Astúcia?
Fragilidade?
Certamente doença.
Os objetivos podem até ser alcançados,
Mas qual será o preço disso?
A vida alheia?
A sua vida?
Os escrúpulos,
[que já são escassos nessa sociedade,
Tornam-se inexistentes para esses doentes,
Que negam até o fim a doença.
Alegam ser mais espertos
Por estarem enganando a todos.
Mentir é do ser humano,
Mentir para ‘Deus e o mundo’,
De forma a acreditar em sua mentira
É a mitomania.
-Pinóquios da vida vão se tratar!
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